António Vilar da Costa
[Lisboa, 1921 - Lisboa, 1988]
Poeta popular, autor de letras de fados, canções e marchas populares. Aluno da Escola Afonso Domingues, escreve os primeiros contos em verso para o suplemento literário do jornal O Século. Mais tarde frequenta um curso livre de desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Foi redactor dos jornais Ecos de Portugal e Canção de Lisboa e colaborador de vários jornais e revistas, como A Gazeta do Sul, A Verdade, Canção do Sul e A Voz de Portugal, onde publicou muitos poemas posteriormente musicados por Belo Marques, Ferrer Trindade, Nóbrega e Sousa e cantados por Amália Rodrigues, Vicente da Câmara (que o considerou «capaz de fazer o mais difícil: escrever bons poemas com palavras simples»), Tristão da Silva e Carlos Ramos, entre outros.
Fez também teatro amador na Academia de Santo Amaro e interpretou rádio-teatro no Rádio Graça e no Rádio Clube Português.
Funcionário da ex-Emissora Nacional, onde começou como servente, foi um «verdadeiro autodidacta, [...] extraordinário exemplo de quem se eleva por suas próprias asas.» (Fernando Cardoso).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998