Jorge Santos
[Funchal, 1879 - Lisboa, 1958]
Tendo-se estreado nas letras com um volume de poesia (Caravela), abordou em seguida o teatro, para o qual escreveu duas peças em 1 acto solidamente construídas (Crime de Amor e A Festa da Actriz, a primeira pondo em cena um caso de incesto e a segunda um hábil episódio «grand-guinholesco»), ambas estreadas em 1903 no Teatro Nacional, onde também se representou, em 1908, Mar de Lágrimas, que escreveu em colaboração com o seu conterrâneo João Gouveia. Ficou inédita uma peça de costumes madeirenses em 4 actos, Vinho Novo.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994