Virgínia de Castro e Almeida
[Lisboa, 1874 - Lisboa, 1945]
Escritora de literatura infantil, dedicou-se também a outros géneros literários, como o romance e a literatura de viagens. A sua estreia nas letras, com o conto infantil A Fada Tentadora, 1895, foi patrocinada por Maria Amália Vaz de Carvalho.
Viveu muitos anos na Suíça e em França, onde fez conferências e traduções (traduziu, entre outros trabalhos, os Pensamentos de Marco Aurélio, as Novelas Exemplares de Cervantes e os Contos de Natal de Charles Dickens) e escreveu, em francês, uma Vida de Camões e a versão de Crónicas de Gil Eanes de Azurara.
A sua produção mais importante e pela qual ela conquista, ainda hoje, os seus leitores, é, no entanto, a que se liga aos livros infantis. Sempre atenta ao aspecto formativo dos seus contos, Virgínia de Castro e Almeida é simultaneamente capaz de criar um ambiente de fantasia e humor que lembra o nonsense tão frequente em obras inglesas (por exemplo nas fantásticas Aventuras de D. Redonda). No prefácio à 1ª. edição de um dos seus livros mais conhecidos, Céu Aberto, Virgínia de Castro e Almeida manifestava a intenção de escrever livros que proporcionassem às crianças «um riso saudável e franco [...], que as instruíssem sem darem por isso». Das suas obras de carácter histórico salienta-se A História do Rei Afonso e da Moira Zaida, 1936.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994