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quinta-feira, 16-04-2026
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Biografia

Biografia
                  

Francisco Xavier Cândido Guerreiro  
[Alte, Loulé, 1871 - Lisboa, 1953]  

Cândido Guerreiro
Poeta algarvio já famoso quando entra na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1902-1903 (quase com 31 anos de idade); a meio do curso publica Sonetos (Coimbra, 1904) e no último ano do curso publica Eros! (Coimbra, 1907).

Nomeado para a carreira diplomática, recusa-se a partir para o estrangeiro, por não conseguir afastar-se da sua terra natal. Notário em Loulé e em Faro e presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Poeta festejado por Guerra Junqueiro e António Botto. Mário Lyster Franco retrata-o: «Alto, esbelto e bem falante; olhos negros, cintilantes e perscrutadores; o nariz, ligeiramente adunco, tinha ainda por cima a emoldurar-lhe o fácies, de traços acentuadamente meridionais, uma opulenta barba a que dedicou sempre especial carinho, cofiava frequentemente com volúpia, ora dividindo-a ao meio e descobrindo o mento, ora passando as costas da mão por sob o queixo, para a tornar mais hirta, mais forte, mais empertigada e importante.» Refere-se-lhe também Veiga Simões em A Nova Geração. Estudo sobre as Tendências Actuais da Literatura Portuguesa (Coimbra, 1911).

Na História da Poesia Portuguesa do Século Vinte - Acompanhada de Uma Antologia, de João Gaspar Simões, Cândido Guerreiro é apontado como «sonetista por excelência». Os seus sonetos podem ordenar-se em três géneros: o filosófico, o pictural e o erótico. Cultor do verso tradicional, volta-se para temas históricos e lendários e escreve num tom bíblico, com ressonâncias árabes e helénicas.

Há um volume a assinalar o primeiro centenário do nascimento do poeta e que reúne quase toda a sua poesia: Sonetos e Outros Poemas (Lisboa, 1972) [por exemplo, nele reencontramos Em Forli (O Primeiro Sermão de Santo António) (Vila Nova de Famalicão, 1931), Rainha Santa (Faro, 1934), Auto das Rosas de Santa Maria (Lisboa, 1943), representado em Sagres em 1940, incluindo ainda Últimos Sonetos (entre os quais um sobre música de Debussy e outro sobre música de Schubert).

Há da sua poesia traduções em várias línguas.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994