Mário Castrim
[Ílhavo, 1920 - Lisboa, 2002]
Poeta, cronista, crítico de televisão e autor de histórias infantis. De seu nome civil Manuel Nunes da Fonseca, iniciou a sua actividade profissional como professor do ensino técnico, mas cedo optou pelo jornalismo.
Coordenou nos anos sessenta o suplemento juvenil do Diário de Lisboa – no qual se revelaram poetas tão importantes como José Agostinho Baptista, Joaquim Pessoa, Vítor Oliveira Jorge, ou prosadores como Hélia Correia e Maria Regina Louro – e, no mesmo jornal, manteve durante muitos anos a combativa crítica diária de televisão «Canal da Crítica». Ainda no Diário de Lisboa publicou, em 1980, uma série de «Peças à la Minute», «de incisivo recorte crítico» (Luiz Francisco Rebello).
Tem também colaboração em Vértice e O Professor. Prefaciou As Citações de Américo Tomás (coord. Abílio Belo Marques, 1978) e Torre Cinzenta: Poemas da Prisão, de José Magro (1980).
Jornalista de vigorosa capacidade interventiva, marcou definitivamente várias gerações de leitores. Teve uma coluna de crítica televisiva no semanário Tal e Qual. Na literatura tem-se destacado sobretudo na área infantil.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998