Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
sexta-feira, 12-08-2022
PT | EN
República Portuguesa-Cultura Homepage DGLAB

Skip Navigation LinksPesquisaAutores1

Biografia

Biografia
                  

José Hermano Saraiva  
[Leiria, 1919 - Palmela, 2012]  

Formado em Direito e depois em Ciências Histórico-Filosóficas, exerceu inicialmente a advocacia. Redactor permanente do Jornal do Foro, assumiu também a direcção jurídica da Gazeta do Comércio e Indústria.

Estreou-se com um livro de contos em 1944 e fez uma breve incursão como autor dramático, obtendo por duas vezes o prémio de peças para o Teatro do Povo com o drama rural Dinheiro Mal Ganho, 1949, e O Caminho da Esperança, 1960. Conserva-se inédita uma sua tragédia filosófica intitulada Morte de Cícero, 1970.

Incondicional admirador de Salazar, a sua carreira de homem público veio a realizar-se dentro do regime, desde deputado da União Nacional, passando por procurador à Câmara Corporativa, até atingir a pasta de ministro da Educação, em 1969. Todavia, a crise de 1969 viria a afastá-lo. Passou então a dedicar-se mais a trabalhos de investigação e divulgação histórica, tornando-se popular através de uma presença regular na televisão. O seu discurso, no entanto, afastado da visão oficial, levantou reservas ao governo de Marcelo Caetano que preferiu afastá-lo dos ecrãs e enviá-lo para a Embaixada de Portugal em Brasília.

Depois de 1974, viu as suas funções diplomáticas confirmadas pela então Junta de Salvação Nacional. Regressado a Portugal, nunca mais volta a exercer a advocacia, dedicando-se a intensa actividade editorial no campo dos estudos históricos, e retoma os programas de televisão, depois de ter por algum tempo leccionado no Liceu Gil Vicente.

Através da televisão, granjeia uma enorme popularidade para os programas de história de Portugal, a que não é estranho o seu estilo de grande comunicador. Em 1989, numa altura de crise, aceita dirigir o vespertino Diário Popular, procurando salvar este da sua quebra de leitores, em 1989.

Membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História, a sua obra de divulgação é vasta e abarca os mais variados temas da história nacional. Publicou, de autor anónimo, o livro Ditos Portugueses Dignos de Memória [1980], obra do século XVI para cuja edição elaborou notas e comentários onde a sua erudição está patente. Em 1983, dirigiu uma História de Portugal, agrupando à sua volta alguns nomes prestigiados da investigação nacional, e seguidamente dirigiu a edição portuguesa de uma História Universal (1985). A sua História Concisa de Portugal (1ª. ed. com três tiragens e 2ª. em 1978) é um caso invulgar na edição portuguesa, quer em tiragem total, quer em número de edições.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997