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segunda-feira, 03-08-2020
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Biografia

Biografia
                  

Leite Bastos  
[Lisboa, 1841 - Lisboa, 1886]  

Dramaturgo, romancista popular e jonalista. Dos 17 aos 22 anos, foi escrevente na Repartição do Major-General da Armada, lugar que deixou para viver apenas das letras. Foi, descontinuadamente, redactor do Diário de Notícias e deu colaboração a outros jornais de Lisboa. O seu teatro teve, à época, bastante êxito dada a imaginação que demonstrava e a crítica de costumes que continha, o que não obstou a que a sua peça O incendiário da Patriarcal, quando foi estreada no Ginásio, fosse pateada. À reacção da plateia, contrapôs o autor, de uma frisa, com um discurso fortemente insultuoso dos espectadores que, perante os impropérios que lhes eram dirigidos, romperam numa longa ovação. De qualquer forma, não voltou a escrever teatro, embora o tema daquela peça lhe tenha servido, depois, para um folhetim.

Teve também êxito a escrever folhetins e romances populares, mais pela desmedida imaginação do que pelo português que era descuidado por muito apressado. Na sua ânsia de publicar para viver, compôs um volume de continuação de Rocambole, quando aquela obra foi pela primeira vez publicada em Portugal. O livro devido a Leite Bastos, cuja acção decorria em Londres, intitulava-se As maravilhas do homem pardo e nenhum dos muitíssimos leitores dos numerosos volumes deu por nada, como conta Mayer Garção em Os esquecidos (Lisboa: 1924, p. 15). Aliás, As maravilhas do homem pardo foram reeditadas em 1915, em Lisboa, como sendo a 12ª. parte de Rocambole.

Figura característica da vida lisboeta, percorria as ruas da capital numa pequena carroça, puxada por um cavalo, que devia a alimentação à caridade dos lojistas que seguiam os folhetins do dono a quem o equídio acompanhava nas suas peregrinações pelas tabernas mais típicas, partilhando do vinho que nelas lhes ia sendo servido.
Centro de Documentação de Autores Portugueses
10/1999