Manuel da Silva Gaio
[Coimbra, 1860 - Coimbra, 1934]
Filho do romancista A. Silva Gaio. Formou-se em Direito e, depois de ter sido jornalista do diário Novidades, foi secretário da Revista de Portugal, fundada por Eça de Queirós.
Fundou e dirigiu com Eugénio de Castro a revista Arte (1895-1896), onde escreveu sobre literatura e divulgou o simbolismo. Prefaciou Horas e Poesias Escolhidas do mesmo Eugénio de Castro. Foi um ensaíasta importante, como o provam os títulos Da Poesia na Educação dos Gregos (1917), Eça de Queirós (1919), Eugénio de Castro (1928), João de Deus (1930), Os Vencidos da Vida (1931).
Participou também no movimento nacionalista, ao lado de Luís de Magalhães, e pugnou por uma literatura que ressuscitasse as tradições e as fórmulas literárias tipicamente nacionais. Foi, além disso, um cantor apaixonado da sua Coimbra natal.
Entre as obras poéticas de Manuel da Silva Gaio sobressaem os poemas épicos Dom João (1925), O Santo (1927) e Sulamile (1928).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1990