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segunda-feira, 20-04-2026
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Biografia

Biografia
                  

Visconde do Porto da Cruz  
[Funchal, 1890 - Funchal, 1962]  

O Visconde do Porto da Cruz com a farda do movimento nacional-sindicalista (Arquivo Regional da Madeira. Colecção dos documentos do Visconde do Porto da Cruz)
Alfredo António de Castro Teles de Meneses de Vasconcelos de Bettencourt de Freitas Branco, de seu nome, frequentou a Escola do Hospício e o colégio de D. Laura Estela, no Funchal, e em 1901 veio para Lisboa estudar no Colégio jesuíta de Campolide. Terminou o Curso Liceal no Funchal. Fez depois o Curso Superior das Alfândegas (mais tarde Curso de Ciências Económicas e Financeiras). Tentou prosseguir estudos na Universidade mas, tendo-se envolvido na conspiração monárquica, chefiada por Paiva Couceiro, emigrou para Espanha. Seguiu depois para Paris, onde viveu três anos e frequentou um curso livre de Literatura, Filosofia e História, e viajou pela Europa.

De regresso a Portugal, frequentou o curso de Direito, que não acabou, entrando na Escola de Guerra. Foi colaborador de Sidónio Pais. A seguir à morte de Sidónio fez parte da conspiração monárquica que veio a resultar na proclamação da Monarquia do Norte em 1919. Lutou ao lado de Franco na Guerra Civil de Espanha e durante a 2ª. Guerra Mundial esteve em Berlim ao serviço da Alemanha, onde proferiu várias palestras ao microfone da Emissora de Berlim sob o título: «Pontos nos ii».

Estreou-se na imprensa de Lisboa em 1908, no jornal legitimísta A Nação. Em 1914 fundou no Funchal, com Ramon Correia Rodrigues, o semanário monárquico O Realista. Colaborou assiduamente desde o 1º. nº. no diário A Monarquia, órgão do movimento integralista, (1917-1922). Em Lisboa fundou e dirigiu a revista literária e política A Tradição (1918), e, em 1920, com Ascânio Pessoa e Aragão Paiva, o semanário de política económica e social, precursor do movimento nacional-sindicalista, O Combate. Colaborou na Acção Realista, de Ernesto Gonçalves. Foi director da Revista Portuguesa, da Ilustação Madeirense, entre 1929-1934, e da Visor (1946) que também fundou. Colaborou ainda no Diário da Manhã, Diário de Notícias, Brotéria, Arqueologia e história, Das Artes e da História da Madeira, entre outros.

Era sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Ciências Sociais e Políticas de São Paulo.


Centro de Documentação de Autores Portugueses
06/2011