Visconde do Porto da Cruz
[Funchal, 1890 - Funchal, 1962]
Alfredo António de Castro Teles de Meneses de Vasconcelos de Bettencourt de Freitas Branco, de seu nome, frequentou a Escola do Hospício e o colégio de D. Laura Estela, no Funchal, e em 1901 veio para Lisboa estudar no Colégio jesuíta de Campolide. Terminou o Curso Liceal no Funchal. Fez depois o Curso Superior das Alfândegas (mais tarde Curso de Ciências Económicas e Financeiras). Tentou prosseguir estudos na Universidade mas, tendo-se envolvido na conspiração monárquica, chefiada por Paiva Couceiro, emigrou para Espanha. Seguiu depois para Paris, onde viveu três anos e frequentou um curso livre de Literatura, Filosofia e História, e viajou pela Europa.
De regresso a Portugal, frequentou o curso de Direito, que não acabou, entrando na Escola de Guerra. Foi colaborador de Sidónio Pais. A seguir à morte de Sidónio fez parte da conspiração monárquica que veio a resultar na proclamação da Monarquia do Norte em 1919. Lutou ao lado de Franco na Guerra Civil de Espanha e durante a 2ª. Guerra Mundial esteve em Berlim ao serviço da Alemanha, onde proferiu várias palestras ao microfone da Emissora de Berlim sob o título: «Pontos nos ii».
Estreou-se na imprensa de Lisboa em 1908, no jornal legitimísta A Nação. Em 1914 fundou no Funchal, com Ramon Correia Rodrigues, o semanário monárquico O Realista. Colaborou assiduamente desde o 1º. nº. no diário A Monarquia, órgão do movimento integralista, (1917-1922). Em Lisboa fundou e dirigiu a revista literária e política A Tradição (1918), e, em 1920, com Ascânio Pessoa e Aragão Paiva, o semanário de política económica e social, precursor do movimento nacional-sindicalista, O Combate. Colaborou na Acção Realista, de Ernesto Gonçalves. Foi director da Revista Portuguesa, da Ilustação Madeirense, entre 1929-1934, e da Visor (1946) que também fundou. Colaborou ainda no Diário da Manhã, Diário de Notícias, Brotéria, Arqueologia e história, Das Artes e da História da Madeira, entre outros.
Era sócio da Associação dos Arqueólogos Portugueses, do Instituto de Coimbra e da Academia Brasileira de Ciências Sociais e Políticas de São Paulo.
Centro de Documentação de Autores Portugueses
06/2011