Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
terça-feira, 23-07-2024
PT | EN
República Portuguesa-Cultura Homepage DGLAB

Skip Navigation LinksPesquisaAutores1

Biografia

Biografia
                  

Chico Buarque de Holanda  
[Rio de Janeiro, 1944]  

Francisco Buarque de Hollanda, nasceu no Rio de Janeiro. Viveu em Itália, devido ao trabalho do pai, cerca de sete anos (1953-1960). Regressou ao Brasil em 1960, e em 1963 inscreveu-se no curso de Arquitetura e Urbanismo, que não chegou a concluir. Em 1966 lançou o disco Chico Buarque de Hollanda, conquistando o reconhecimento do público como músico. Em 1969, participou na “Passeata dos cem mil” contra a ditadura militar, tendo-se exilado em Itália. De regresso ao Brasil, em 1970, prosseguiu o seu combate político e artístico, teve várias canções proibidas e, para escapar à censura, criou o heterónimo Julinho da Adelaide, autor das canções Acorda amor, Jorge Maravilha e Milagre brasileiro. Em 1978 estreou a Ópera do Malandro, inspirada na Ópera dos três vinténs de Bertold Brecht e Kurt Weil, que obteve grande sucesso de público e de crítica, vencendo o prémio Molière.

Em 1991, publicou o romance Estorvo, bem recebido pela crítica académica e vencedor dos prémios Jabuti de melhor romance e de livro do ano. Apesar de ter sido o seu primeiro romance, já tinha escrito cinco peças teatrais e a novela Fazenda Modelo (1974), além do livro infantil Chapeuzinho Amarelo (1979) e do poema ilustrado A bordo do Rui Barbosa (1981). Seguiram-se Benjamin (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009). O Irmão alemão (2014), inspirado na vida da família Buarque de Hollanda, conjuga ficção e realidade acompanhando o narrador-protagonista na sua busca de um irmão desconhecido. Essa Gente (2019) parte do diário de um escritor em crise para fazer o retrato de um país em crise. Anos de Chumbo e Outros Contos (2021) é a sua primeira incursão na narrativa breve. Escritor e intérprete de poesia viva, a sensibilidade humanista das suas canções e da sua prosa exprime a história recente do Brasil.

A sua obra foi distinguida com numerosos prémios, entre os quais, além do Prémio Camões: Prémio Roger Caillois (2017), Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2014), Prémio Casa de las Américas (2013), Prémio de Narrativa José María Arguedas (2013), Prémio Jabuti (2010, 2004, 1992), Grammy Latino para Melhor Álbum de Música Popular Brasileira (2002), Prémio Molière de Teatro (1978), Troféu da APCA da Associação Paulista de Críticos Teatrais (1973).

Em 1996, foi distinguido com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em Portugal.


10/2023