Vasco de Matos Sequeira
[Lisboa, 1903 - Lisboa, 1973]
No mesmo ano em que publicou o seu primeiro livro de versos, Cantigas que a Gente Canta (1927), estreou-se ao lado de seu pai, Gustavo de Matos Sequeira, na co-autoria de uma revista que marcou data, O Sete-e-Meio, género a que se manteve fiel e em que averbou alguns êxitos consideráveis.
Funcionário público em Moçambique durante vários anos, aí publicou gazetilhas na imprensa local, que depois reuniu em volume (Fim de Semana, s.d.), e levou à cena a farsa O Tio que Veio na TAP, mais tarde (1970) representada em Lisboa sob o título O Congressista.
Com o pseudónimo de Vasco Lisboa fez ali uma parceria com o poeta Reinaldo Ferreira, que assinava Reinaldo Porto, na autoria de várias revistas de temática local e grande sucesso, representadas pela companhia de revistas de Lisboa que anualmente visitava a capital moçambicana.
Da sua produção teatral fazem ainda parte a comédia A Boneca e a farsa A Rainha das Sogras, que, tal como aquela, não se encontram publicadas.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997