Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
quarta-feira, 22-04-2026
PT | EN
República Portuguesa-Cultura Homepage DGLAB

Skip Navigation LinksPesquisaAutores1

Biografia

Biografia
                  

A. M. Pires Cabral  
[Chacim, Macedo de Cavaleiros, 1941]  

A. M. Pires Cabral
Poeta, dramaturgo, ficcionista e tradutor, A. M. Pires Cabral é um dos autores mais discretos da chamada geração de 70. Licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra, foi durante trinta e seis anos professor do ensino secundário e é assessor cultural da Câmara Municipal de Vila Real (Trás-os-Montes), desde 1978.

Não obstante uma regular produção ficcional, quase sempre de índole casticista, é identificado sobretudo como poeta. «Um dos poetas mais tranquilos no uso da tradição literária», capaz de captar «o vigor com que a vida irrompe das situações quotidianas, o fulgor com que as coisas humildes criam um espaço de resistência à degradação do mundo», de acordo com Joaquim Manuel Magalhães, para quem a sua obra poética não se reduz a «um retrato de província com dinamização cultural».

Alheado de movimentos, «escolas» e circuitos promocionais (embora uma muito particular atenção aos quotidianos locais aproxime, do ponto de vista formal, a sua poesia da de outros autores dos anos setenta), fiel a uma formação clássica sem contudo negligenciar, na sua poesia, aspectos processuais de assumida modernidade – uma antologia como Artes Marginais permite esse cotejo –, Pires Cabral parece voltado definitivamente para a ficção. Com efeito, nas duas últimas décadas, sucederam-se os romances e as colectâneas de contos de matriz ruralista.

Autor de muitas centenas de crónicas em diversas publicações periódicas ou temáticas, sobretudo nas áreas da intervenção cívica, da etnografia, da história local, da crítica literária e de costumes, e de um vultuoso trabalho, ainda inédito e em curso, de recolha e pesquisa de linguagem popular trasmontana e duriense, algumas das suas obras são autênticas recolhas de tradições, linguagem e literatura popular.

É director de Tellus: Revista de Cultura Trasmontana e Duriense e dirigiu também Vida Municipal: órgão noticioso da Câmara Municipal de Vila Real. Animador cultural, organizou, entre 1984 e 1990, as Jornadas Camilianas e foi o principal responsável e impulsionador dos Encontros de Etnografia «Saber Trás-os-Montes» e dos Encontros de Cantadores de Janeiras, organizados pela Câmara Municipal de Vila Real. Foi membro da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco e é membro permanente do júri do Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Galiza), desde 1982. Foi presidente da comissão instaladora do Círculo Cultural Miguel Torga. Tem participado em diversos seminários de tradução de poesia, organizados pela Fundação da Casa de Mateus.

Deve-se-lhe também a organização de várias antologias escolares. Prefaciou: A Brincar Que o Digas, de M. Hercília Agarez (Vila Real, 2001); Amor Erótico Divino, de Mário de Oliveira (Vila Real: Minerva Trasmontana, 2002); O Século XIX na Linguagem Popular dos Concelhos de Alijó, Mesão Frio... (Vila Real: Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, 1983); e Poemas do Entardecer, de Ilda Pinto Ribeiro (1995).

Está representado, entre outras, nas seguintes publicações: Cancioneiro do Vinho Português (Lisboa: Edições do Templo, 1978); Imagens para Luís de Camões (Lisboa: IN-CM, 1980); Portugal – A Terra e o Homem, II vol., 3ª. série (Lisboa: Fundação C. Gulbenkian, 1981); Estão a Assassinar o Português (Lisboa: IN-CM, 1983); A Ilha dos Amores (Porto: AJHL, 1984); Escrito na Cal (Portel, 1984); Correspondência Literária, 1 (Lisboa: Contexto Editora, Inverno 1984); A Emigração na Literatura Portuguesa: Uma Colectânea de Textos (Lisboa: Secretaria de Estado da Emigração, 1985); Trabalho: Antologia Poética (Lisboa: Sindicato dos Bancários, 1985); Bibliotecas: Memórias e Mais Dizeres (Biblioteca Pública de Braga, 1988); Camilo: Interpretações Modernas (Porto: Comissão Nacional das Comemorações Camilianas, 1992); As Escadas Não Têm Degraus (Lisboa: Livros Cotovia, 1990); Poetas Escolhem Poetas (Porto: Lello & Irmão, 1992); Sol XXI, nº. ¾ (Lisboa: Associação Cultural Sol XXI, 1993); Visão V2 Verão (09.09.93); O Escritor (Lisboa: Associação Portuguesa de Escritores, 1994); Per António Machado. Tarde Tranquila, Casi. Omaggio alla Poesia (Roma: Bulzoni Editore, 1994); Guia de Portugal, do semanário Expresso, número dedicado a Trás-os-Montes, 1995; Contoário Cem (Lisboa: Editorial Escritor, 1996) Cântico em Honra de Miguel Torga (Coimbra: Fora do Texto, 1996); Um Presente Solidário (Porto: Cruz Vermelha Portuguesa, 1997); Antologia 100 Anos Federico Garcia Lorca: Homenagem dos Poetas Portugueses (Lisboa: Universitária Editora, 1998); Histórias da Terra (Câmara Municipal de Vila Real, 1999); Colectânea de Textos Literários: O Mundo Rural e a Conservação da Natureza (IPAMB-ISA, 1999); Douro: Um Percurso de Segredos (Régua: Instituto de Navegabilidade do Douro, 2000); Pequeno Cancioneiro de Natal (Câmara Municipal de Vila Real, 2000); Aproximações a Eugénio de Andrade (Porto: Edições Asa, 2000); Literatura Portuguesa e Brasileira (edição do Congresso Portugal-Brasil, 2000); Cancioneirinho de Coimbra (Porto: Edições Asa, 2001); O Futuro em Anos-Luz: 100 Anos. 100 Poetas. 100 Poemas (Vila Nova de Famalicão: Edições Quasi, 2001; Século de Ouro: Antologia Crítica da Poesia Portuguesa do Século XX (Lisboa: Angelus Novos & Cotovia, 2002; Os Melhores Contos e Novelas Portugueses (Lisboa: Selecções do Reader's Digest, 2003).
Centro de Documentação de Autores Portugueses
09/2006