José Lorjó Tavares
[Faro, 1857 - Colares/Sintra, 1939]
Escritor teatral de intermitente mas não despicienda produção, depois de um drama violentamente anticlerical (Segredo de Confissão, 1892) e de uma comédia dramática (O Suicida, 1894) manteve um longo silêncio, só quebrado em 1915 com uma peça de tom desenfastiado (Ingleses..., estreada no Brasil e só representada em Lisboa nove anos depois) e de novo em 1933 com a sua melhor obra, a comédia Divórcios, em que defende o primado dos sentimentos e da razão contra a moral oficial conservadora. Foi também jornalista, tendo fundado e dirigido as publicações Perfis Contemporâneos e Brasil-Portugal.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1990