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sexta-feira, 19-04-2019
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Biografia

Biografia
                  

Al Berto  
[Coimbra, 1948 - Lisboa, 1997]  

Foto de Luísa Ferreira (1996)
Poeta e editor. De seu verdadeiro nome Alberto Raposo Pidwell Tavares, começou a publicar poesia no fim dos anos setenta (À Procura do Vento num Jardim d'Agosto, 1977), sendo actualmente considerado um dos mais importantes poetas da sua geração e um dos mais originais, possuidor de um universo de características muito próprias no panorama da poesia portuguesa da actualidade. De facto, cultivando uma poesia fortemente lírica e de pendor confessional, como aliás é patente no título, de 1985, Uma Existência de Papel, Al Berto tem vindo a construir um universo poético que foi já considerado, por Fernando Pinto do Amaral, «um dos mais melancólicos da nossa poesia recente».

Espelhando vivências de uma juventude errante, em deambulações por uma certa Europa marginal e underground – que o poeta cumpriu vivendo, entre o final da década de sessenta e a década de setenta, numa comunidade urbana de Bruxelas e nos bas-fonds de Paris e Barcelona –, oscilando entre o excesso da experiência emocional e física e a melancolia desolada e solitária, a obra de Al Berto reflecte a presença imaginária de Genet e Rimbaud na paixão urgente e dolorosa, na transgressão sexual, na vertigem autodestrutiva, na solidão, na experiência do deserto e da morte.

Ao situar o seu discurso poético a meio caminho entre a extrema lucidez e a ternura, a exposição narcísica e a assunção da literatura como ficção inseparável da vivência, Al Berto tem sido considerado, na tonalidade crepuscular que envolve toda a sua obra, uma voz «entre a subjectividade romântica e a impessoalidade modernista» (Helder Moura Pereira), num território já pertencente ao domínio da pós-modernidade.
Centro de Documentação de Autores Portugueses
06/2007