António Carlos Cortez é o vencedor da edição de 2026 do Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho, atribuído pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários (APCL), com o apoio financeiro da DGLAB. A distinção foi atribuída à obra O Fim da Educação – crise, crítica, ensino e utopia, publicada pela Guerra e Paz, em 2025.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo júri, que destacou a excelência e a pertinência da obra, bem como o percurso consistente e relevante que António Carlos Cortez tem desenvolvido, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, como ensaísta e crítico literário.
Na fundamentação do prémio, o júri sublinha igualmente a importância do trabalho desenvolvido pelo autor na defesa da educação e do ensino da Literatura em Portugal, uma dimensão que considera estar em plena sintonia com o legado de Jacinto Prado Coelho. O júri da edição de 2026 foi constituído por José Cândido Oliveira Martins (Universidade Católica Portuguesa – Braga), Margarida Braga Neves (Universidade de Lisboa) e Paula Cristina Costa (Universidade NOVA de Lisboa).
Nascido em Lisboa, em 1976, António Carlos Cortez é poeta, professor de Literatura Portuguesa, ficcionista, crítico literário e ensaísta. Doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho, é colaborador permanente do Diário de Notícias, onde assina a coluna «Directo à Leitura», sendo também colunista da revista Visão e do semanário Sol. Entre 2002 e 2025 foi responsável pela página de crítica «Palavra de Poesia», no Jornal de Letras.
Autor de uma vasta obra poética, ensaística e de ficção, publicou, entre outros títulos, Nos Passos da Poesia (2005), Voltar a Ler (2018), Crítica Crónica (2020), Poética Com Dicção (2021), O Fim da Educação – crise, crítica, ensino e utopia (2025), Para Ler Camões (2025), o romance Um Dia Lusíada (2022) e o livro de contos Cenas Portuguesas (2024).