Resumo
Projetos editoriais de Angola e Portugal destacam-se na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha.
Texto
A editora angolana Kacimbo Kiela, cofundada pelo escritor Ondjaki, e a portuguesa Pato Lógico estão entre as nomeadas para os prémios BOP 2026, atribuídos no âmbito da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, em Itália. A distinção reconhece o trabalho de editoras dedicadas à literatura para crianças e jovens em diferentes regiões do mundo.
Segundo a organização do evento, a Kacimbo Kiela integra a lista de candidatos ao prémio de melhor editora africana, numa categoria que inclui também projetos da Nigéria, Egito, Camarões e Senegal. Já a Pato Lógico volta a figurar entre as nomeadas para melhor editora europeia, repetindo presenças anteriores em 2025, 2021, 2020 e 2016.
Criados em 2013, os prémios BOP procuram destacar o papel das editoras independentes na promoção da leitura e na valorização da criação literária infanto-juvenil em regiões como Europa, África e Ásia. Portugal já foi distinguido nesta iniciativa: nesse mesmo ano, a Planeta Tangerina venceu na categoria europeia, enquanto a Orfeu Negro foi reconhecida em 2019.
Fundada em 2020, a Kacimbo Kiela é simultaneamente editora e livraria sediada em Luanda, apostando na divulgação de autores africanos e nas geografias da língua portuguesa, com especial atenção à literatura infanto-juvenil do continente. A Pato Lógico, criada em 2010 pelo autor e ilustrador André Letria, reúne um catálogo de cerca de 80 livros ilustrados, assinados por nomes como Susa Monteiro, Catarina Sobral, Ana Ventura, André da Loba e Marta Monteiro, publicados em vários mercados internacionais e distinguidos com perto de meia centena de prémios.