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domingo, 19-09-2021
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ISABEL DA NÓBREGA (1925-2021)

ISABEL DA NÓBREGA (1925-2021)
Data :
03/09/2021

​Morreu Isabel da Nóbrega, romancista, cronista e tradutora.


Em 1952 publica o primeiro livro, Os Anjos e os Homens, e em 1955 a peça de teatro O Filho Pródigo ou o Amor Difícil, peça que foi apresentada no Teatro Nacional D. Maria II. Mas só em 1964, com o livro Viver com os Outros alcança o reconhecimento do público e da crítica. Viver com os Outros obteve o prémio Camilo Castelo Branco, à data considerado o maior prémio literário em Portugal.

Influenciado pelo então chamado nouveau roman francês, Viver com os Outros marcou a diferença, pela originalidade e pelos temas abordados. Através do diálogo quase sistemático, as contradições sociais afloram agudamente durante um jantar de amigos organizado para comemorar o sucesso de intervenção cirúrgica a que o anfitrião fora submetido.

Em 1973 publica a colectânea de contos Solo para Gravador, por muitos considerada a sua melhor obra.

Com intensa actividade como cronista – sempre com uma perspectiva progressista, nomeadamente para a problemática da mulher na sociedade –, Isabel da Nóbrega colabora em vários jornais e revistas: A CapitalDiário de LisboaDiário de NotíciasPrimeiro de Janeiro e Vida Mundial. Entre 1968 e 1993 assina perto de três mil crónicas, algumas delas já reunidas no livro Quadratim I (1976).

Traduziu do francês e do inglês romances de Tolstoi, Léon Bloy, Gilbert Cesbron, Pirandello e E. Caldwell, assim como textos variados para o Instituto Britânico.

Dividindo a sua actividade em vários sectores, do romance à crónica, do teatro à tradução, Isabel da Nóbrega escreve também para crianças, com destaque para Rama, o Elefante Azul (1971), distinguido com um prémio pelo SNI, assim como a peça A Cigarra e as Formigas (1972), representada na RTP e em várias localidades do país. Sócia do Pen-Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores, de cuja direcção fez parte, foi também responsável por dois programas na RTP – «O Prazer de Ler» e «Largo do Pelourinho» – e na rádio (Antena 1) – «Conversar, conviver» e «Clarabóia». Assinou regularmente crónicas na RDP-Antena 2, no programa «Allegro Vivace».


in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998