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domingo, 05-07-2020
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MARIA VELHO DA COSTA (1938-2020)

MARIA VELHO DA COSTA (1938-2020)
Data :
23/05/2020

​Morreu a 23 de maio, em Lisboa, a escritora Maria Velho da Costa, Prémio Camões em 2002.


Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa. Entre os vários cargos que exerceu, foi membro da Direcção e Presidente da Associação Portuguesa, Leitora do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King's College, Universidade de Londres, adjunta do secretário de Estado da Cultura e adida cultural em Cabo Verde. Desempenhou ainda funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e no Instituto Camões.

Escreveu, com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno – as «Três Marias» – as Novas Cartas Portuguesas (1972), obra que o regime salazarista, então já a entrar na chamada «Primavera Marcelista», não resistiria a condenar em tribunal por ofensas à moral vigente, dando origem a um processo judicial que movimentou cultural e politicamente a Europa e não só, chamando a atenção de forma particularmente veemente para o estado absurdo em que se vivia na época em Portugal.

Senhora de uma obra com uma energia sem paralelo, Maria Velho da Costa é responsável por alguns dos títulos mais importantes do panorama literário contemporâneo, como Maina Mendes (1969), Casas Pardas (1977), Missa in Albis (1988), Irene ou o Contrato Social (2000), Myra (2008), bem como por várias obras de prosa poética, contos, crónicas, análise social e teatro (Madame, de 1999, em que faz encontrar em cena duas personagens femininas dos autores maiores do realismo em língua portuguesa: Eça de Queirós e Machado de Assis).