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João Rui de Sousa 1928-2022

João Rui de Sousa 1928-2022
Data :
20/06/2022

​O poeta e ensaísta João Rui de Sousa morreu  dia 17 de junho em Lisboa aos 93 anos.


Poeta e ensaísta.

Depois de ter concluído um curso de técnico agrícola, e já a trabalhar num organismo de coordenação económica onde desempenhou funções no sector da documentação e edições, licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas, pela Faculdade de Letras de Lisboa. A partir de 1982 e até à sua aposentação em 1993, trabalhou como investigador na área de espólios literários da Biblioteca Nacional.


Foi um dos fundadores, com António Ramos Rosa, António Carlos (Leal da Silva), José Bento e José Terra, da revista Cassiopeia, que dirigiu em 1955 e onde se estreou literariamente com dois poemas e o ensaio «A Angústia e o Nosso Tempo».

A sua poesia, só revelada em livro no início da década de sessenta, dir-se-ia situar-se entre esta década e a anterior. Daí o modo como sabe equilibrar a distensão da linguagem com um sentido elíptico que se diria voluntariamente assumido, as preocupações sociais com a ambiguidade de uma linguagem que acaba por encontrar o espaço próprio das suas imagens e metáforas, uma dispersão surrealizante com uma maior exigência e limpidez na construção poemática.

Tem colaborado em avultado número de jornais e revistas, nacionais e estrangeiras, e tem participado em recitais de poesia em diversos pontos do país. Está representado em mais de três dezenas de antologias e volumes colectivos. Ao nível da actividade ensaística, e com predomínio da crítica de poesia, tem igualmente colaboração em cerca de dezena e meia de publicações periódicas, destacando-se, pela intensidade dessa colaboração, Colóquio-Letras, JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias e A Capital.

Em sessões públicas de vária índole ou sob forma prefacial, fez a apresentação de apreciável número de autores ou de algumas das suas obras. Para além de estudos mais desenvolvidos e já recolhidos em publicações, nomeadamente sobre Cesário Verde e Mário Saa, teve responsabilidades na organização e na apresentação de volumes como Fotobibliografia de Fernando Pessoa(1988) e Poesias Completas de Adolfo Casais Monteiro (1993).

O seu espólio literário, incluindo correspondência vária e manuscritos do próprio, foi doado pelo A. ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional de Portugal.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998 [actualizado em junho de 2022]